quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Catedral Metodista de São Paulo




























"Pequeno histórico"
Por Liane Barioni e Stella Cardim



O trabalho Metodista em São Paulo foi iniciado em outubro de 1889, pelo missionário J.J. Ransom, no largo do mercadinho, hoje largo do tesouro, atravessado pela Rua Imperatiz, hoje esquina Rua 15 de novembro com a General Carneiro, centro histórica de São Paulo.



Em 10 de fevereiro de 1884, a primeira Igreja metodista foi organizada pelo Rev. James William Hoger, no segundo andar do casarão de uma família luterana alemã, chamada Bamberg, na Rua 15 novembro, onde tinham uma joalheria. A igreja começou com apenas quatro membros: Bernardo Miranda, brasileiro, Frank Bellinger, inglês, Giovani Berninni e sua esposa Clementina Berninni, ambos italianos. Após três meses o Ver. Koger foi para Piracicaba e a congregação ficou sobre responsabilidade do missionário J.W. Tarboux.



Da casa de Bamberg a congregação mudou-se para a Rua Brigadeiro Tobias. Uma casa enorme que mais tarde foi demolida para dar lugar às pilastras que sustentariam o viaduto Santa Efigênia. Nessa casa veio a falecer o Ver. Koger, que pastoreava os metodistas de Piracicaba, vitimado pela abre amarela, moléstia contraída no Rio de Janeiro, onde fora para um trabalho especial. A igreja ficou pouco tempo neste local.
Mudou-se então para a Rua Senador Queiroz, na casa de numero 70, de propriedade do próprio Senador Queroz, entre as ruas Brigadeiro Tobias e Conceição. Sendo esta rua de difícil acesso, a congregação mudou-se novamente.

Instalo-se, então, num vasto salão na Rua Conceição, destinados a negócios de café. Aos domingos o comercio permanecia fechado, e o local era ótimo para os trabalhos evangélicos. Ali o Metodismo foi muito abençoado. Muitas pessoas fizeram profissão de fé, outros vieram procedentes de vários lugares.



Nesta época era o Ver. Miguel Dickie, sua esposa, D. Julia Dickie, que era eximia pianista, e vários membros, excelentes músicos, formaram uma orquestra que se caracterizava pela sublime harmonia.



A Rua Conceição se tornou o centro dos empreendimentos cafeeiros, e o proprietário do salão fez com que a congregação se mudasse para um salão nos altos, onde era necessário subir mais de cinqüenta degraus. Nesse tempo a Sra. Antonia Bueno de Camargo doou uma vultosa importância, que foi aplicada na compra do primeiro imóvel de propriedade da igreja metodista de São Paulo, localizado no largo no Arouche.



Em 1983 os metodistas se mudaram para o largo do Arouche, 12 e 14. Eram duas casas geminadas: a de numero 12 era usada para os cultos, e a de número 14, como casa pastoral. Mas o local não se mostrou muito favorável devido a dificuldades no sistema viário e também já havia próximo uma Igreja Presbiteriana, na Rua 24 de maio.



O novo endereço foi no largo 7 de Setembro, onde permaneceram até a mudança para o atual templo na Av. Liberdade, 659.




O lançamento da pedra fundamental aconteceu em 28 de novembro de 1920. A primeira reunião foi celebrada em 7 de agosto de 1921, em um salão provisório nos baixos do novo templo.




Em 17 de julho de 1922, “O mais belo e espaçoso templo evangélico de toda a América do Sul” foi inaugurado pelo Rev. Miguel Dickie. “... em presença de mil pessoas, foi um completo sucesso.”



Após o pagamento de todas as dividas adquiridas com a construção, ocorre a consagração do templo em 1928. Como reconhecimento à sua dedicação e serviço, o Rev. Miguel Dickie celebrou também mais essa data importante.



Outro marco importante foi em 1930, data da autonomia da Igreja Metodista Brasileira da Igreja Metodista norte-americana; por ocasião do I Concílio Geral da Igreja Metodista no Brasil, aconteceu a eleição e consagração do primeiro bispo para a igreja no Brasil, Revmo. Bispo Willian Tarboux. O pastor era o Ver. Guaracy Silveira, que também foi secretario deste I Concílio Geral.



As décadas de 1950 e 1960 foram de crescimento para nossa igreja, servindo tanto como ponto de inicio para várias outras congregações como também sendo referência para diferentes eventos. Assim surge a necessidade de expansão de seus espaços, e em 25 de dezembro de 1960 é lançada a pedra fundamental do Edifício de Educação Religiosa e prédio escolar, que em sua fundação em 1970 recebeu o nome de Alarico Mattos.



Na comemoração do Jubile de Ouro no templo em 1972, o pastor era o Rev. Omir Andrade; nesta época havia 4.594 membros no rol permanente.



Em 1984, centenário da igreja Metodista do Brasil, o pastor era o Ver. Silas Pereira Barbosa, cuja o pastorado abrangeu o período de treze anos. Ele esteve à frente de vários projetos, entre eles, a construção do edifício Metodista, localizado ao lado do templo.



2005, ano da elevação a Catedral






O sentimento nasce do devido reconhecimento como patrimônio histórico a ser dado a esta igreja e de necessidades a serem financiadas, tais como restauração externa, que desta forma poderão ser realizadas. Através dos pastores Rev. Marcos Antonio Garcia, Revda. Claudia M. da Silva Nascimento e da CLAM ( Coordenação Local de Ação Missionária) da igreja Metodista Central em São Paulo, reunida em 17 de fevereiro de 2005, foi dado inicio à solicitação desta igreja à sua elevação a catedral.



Em seguida, o concílio local, reunido em 20 de março, aprovou por unanimidade o encaminhamento do pedido a COREAM (Coordenação Regional de Ação Missionária) e o Colégio Episcopal.



Em 12 de Abril, houve a aprovação por parte da COREM, em reunião presidida pelo Bispo Adriel de Souza Maia na Sede Regional da Igreja Metodista.



O próximo e último passo foi dado pelo Colégio Episcopal, que, presidido pelo Bispo João Alves de Oliveira Filho, em 20 de abril, aprovou o reconhecimento histórico e o testemunho desta igreja e a elevação da Igreja Metodista Central em São Paulo a Catedral Metodista de São Paulo.



“(...) Ebenézer, e disse: até aqui nos ajudou o Senhor.” 1 Sm 7:12



Nota: Este é apenas um resumo que relata somente alguns marcos da história da Igreja Metodista Central em São Paulo até sua elevação a Catedral.









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