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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Maria Antonieta

A última Rainha da França
Evelyne Lever


















A lembrança mais forte acerca de Maria Antonieta, rainha da França, é que teria sugerido ao povo faminto que comesse brioches, já que não havia pão. E que por conta de desatinos como esse, teve a cabeça decepada pela guilhotina da Revolução Francesa.

Para quem se interessar em conhecer mais a fundo a história da esposa de Luís XVI, vale a pena conferir Maria Antonieta: a última rainha da França. O livro, lançado este ano(2004) pela Editora Objetiva, é fruto de uma exaustiva pesquisa feita pela historiadora Evelyne Lever. Para compor um retrato não apenas da rainha, mas também das questões políticas da Europa no século XVIII, a autora baseou-se em documentos oficiais e cartas de pessoas que compartilharam da intimidade de Maria Antonieta e de sua família, tanto na corte de Viena, onde ela nasceu, quanto na corte francesa.

De tão detalhado, o relato chega a ser um pouco cansativo. O livro conta a história da rainha desde o seu nascimento até a morte. Primeiro, os dias felizes em Viena, com a família, em um estilo de vida muito mais simples do que as inumeráveis exigências de protocolo e etiqueta que precisaria seguir na França. A autora deteve-se em detalhes como as roupas usadas por Maria Antonieta, os pratos que compunham suas refeições e até os diálogos entabulados com as pessoas que lhe eram próximas. Alguns desses detalhes poderiam ter sido suprimidos, bem como uma certa forma de narrativa muito descritiva. Percebe-se, é claro, uma intenção em comprovar os fatos relatados, o que diferencia essa biografia de outras obras mais fantasiosas.

Apesar de não focar exatamente nos aspectos políticos da França e da Europa do século XVIII, é impossível falar de Maria Antonieta sem contextualizar a época em que viveu. A abordagem política fica mais presente quando as atitudes da rainha começam a servir de motivo para as revoltas populares que há muito já se previam. A mistura de egoísmo, arrogância, ingenuidade e futilidade ajudaram a formar uma imagem dela para o povo e seus desafetos que refletia o comportamento da nobreza francesa em geral. Privilégios às pessoas de seu interesse, preocupações com as intrigas da corte, um modo de vida luxuoso e dispendioso e uma completa alienação dos problemas do povo e também das implicações políticas de seus atos, contribuiram para levar a rainha à guilhotina.

Mas o livro não se atém apenas aos defeitos: mostra uma mulher corajosa, de personalidade, prejudicada pela pressão e pela chantagem emocional exercida pela mãe, a rainha da Áustria, mesmo à distância. As atitudes tomadas por Maria Antonieta na corte muitas vezes foram vistas – e apresentadas – como traição. Por conta de sua alienação e do desejo de levar a vida da maneira que lhe interessava e agradava, a rainha não percebia as implicações negativas de seus atos junto ao Rei e aos ministros, quando tentava, em vão, obter posições privilegiadas para as intenções políticas do império austríaco.

Apesar da dificuldade inicial do casamento com Luís XVI, eles tornaram-se um casal unido, inclusive na alienação e na ingenuidade. Enquanto ela se preocupava com os divertimentos e com uma tentativa de viver uma outra vida através da encenação de peças teatrais, na qual era um dos personagens, o rei esquecia-se da vida e dos problemas do país nas caçadas e nas suas oficinas de trabalhos manuais com madeira e ferro. Nenhum dos dois quis ver o quer acontecia a sua volta.

Na verdade, eles não podem ser culpados. Reclusos na vida da corte, tanto Luís quanto Maria Antonieta não foram incentivados a conhecer mais sobre o que acontecia no mundo iluminista, sobre a realidade, sobre os problemas do país. Apesar do esclarecimento da época, a monarquia ainda era vista como algo divino, independente da vontade dos súditos. Por isso a recusa do rei, até o final, em aceitar uma constituição e uma posição menos poderosa nessa nova forma de governo. Por conta dessa teimosia, tanto ele quanto a rainha acabaram sendo acusados e executados como traidores da França.

A imagem de Maria Antonieta, denegrida durante a Revolução Francesa, foi reabilitada após sua morte. Em outro extremo, foi considerada a Rainha Mártir, por seu sofrimento na prisão e na execução. Atualmente, o que a autora de sua biografia propõe é que se veja a rainha nem como uma coisa, nem como outra. Apesar de fútil, egoísta e alienada, ela foi mais o bode expiatório de uma situação da qual apenas fazia parte, mas não poderia ser considerada responsável. Por outro lado, sua coragem e sua lealdade à família fazem dela uma personalidade a ser admirada.

De todas as "lendas" sobre Maria Antonieta, uma parece ser verdadeira: ela teria tido um relacionamento com um nobre sueco, devido à dificuldade em manter uma vida sexual e amorosa normal com o rei. Por outro lado, a história dos brioches não é verdadeira. Teria sido contada por Rousseau, mas referia-se a outra pessoa. Segundo o livro, por mais alienada que fosse, nem Maria Antonieta teria falado uma asneira tão grande.

Por Adriana Baggio
Fonte original: http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1445

sábado, 10 de julho de 2010

Os Santos mais roubados nas Igrejas

Por Ulisses Campbell
































1.São José (18 imagens desaparecidas)
é um dos santos mais populares da Igreja católica. Sessenta municípios brasileiros carregam seu nome.
Por isso também é frequente nos altares. Casado com a Virgem Maria, é padroeiro dos carpinterios, usa barba e está sempre com feição dócil de bom pai.































2.Sra do Rosário (17 imagens desaparecidas)
Tornou-se popular depis que frades dominicanos instituiram a oração do rosário,na Idade Média. Para cultuá-la, o devoto reza 150 ave-marias.
É a padroeira dos negros. Durante a escravidão, foram eles que construíram a primeira igreja em sua homenagem.



































3.São Pedro ( 12 imagens desaparecidas)
É um dos santos mas importantes do catolicismo: foi um dos 12 apóstolos e ajudou a fundar a Igreja. Por isso também é um dos mais frequentes nos altares. É padroeiro dos próprios padres ( fale essa frase rápido) Morreu martirizado e pediu para ser crucificado de cabeça para baixo.
































4. São Benedito (10 imagens desaparecidas)

Santo negro era filho de escravos, na Itália. Roubava comida dos conventos para alimentar os famintos. reza a lenda que, quando era flagrado escondendo alimentos sob a roupa, a comida se transformava em flores. Por isso suas imagens sem tem flores nas mãos.







































5. Sra dos remédios (9 imagens desaparecidas)
Ajudou a fundar hospitais na África e no Oriente Médio.
é uma espécie de multiuso das santas, é procurada por pessoas desenganadas pela medicina, por naúfragos, por marinheiros em alto mar, e por pessoas com dificuldades financeiras.
































6.Sra da Conceição (8 imagens desaparecidas)
É a concepção da Virgem Maria sem o pecado original. Pelo menos 118 municípios decretaram feriado no dia 8 de dezembro em homenagem a ela. Em1717, uma imagem de Conceição aparece o ro Paraíba e virou padroeira nacional, Sra de Aparecida.































7.Menino Jesus (7 imagens desaparecidas)
É a imagem de Jesus cristo ainda criança. acompanhado da mãe. Em quanse todas as santas, o filho de desu é esculpido separadamente e encaixado na peça principal. Os ladrões de igreja optam por roubar somente uma pequena imagem quando não conseguem levar a mãe junto.




"E destruirei do meio de ti as tuas imagens de escultura e as tuas estátuas; e tu não te inclinarás mais diante da obra das tuas mãos".
Miquéias 5:13



"Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura".
Isaías 42:8




"Confundidos sejam todos os que servem imagens de escultura, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante dele todos os deuses".
Salmos 97:7
Fonte: Superinteressante